Passei o dia sonhando você.
Lembrando pra nao esquecer
Do que eu gosto no seu corpo
Do seu gosto
Do seu modo de me viver
Eu amo todo você
Esse jeito de você ser
O que quer que seja
Onde quer que você esteja
Eu amo todo você
Agora é em você que eu moro
Que mora meu canto e
o canto onde eu choro
Do lado vazio
a saudade que não tem fim.
A minha música é pra você
Se demorei a escrever
É porque amores e dias vieram
Pra me confundir
Enquanto esperava você
Eu amo todo você
Esse jeito de você ser
O que quer que seja
Onde quer que você esteja
Eu amo todo você
Eu sou tão feliz com você
Esse jeito de você ser
O que quer que seja
Onde quer que você esteja
Eu só sou feliz com você.
Enfim, sóis.
Agora e sempre, além
Sobras de amores e o porquê
declarar seu pranto
No dormir e no acordar
Mercê.
Canto que te reconheci
E o encanto é tanto
Que declamei e derramei
Em ti.
Bem no meio da estrada
Visita meu peito
Em um gole de saliva
E nada.
Amor vestido de sal
Fome um do outro
Alívio que traz ventania
À nau.
você é tudo que eu queria que você fosse
quando eu nao sabia quem você era
Nascemos na dança
E ainda criança
Te reconheci
Tua fala mansa
Meu som não alcança
Eu emudeci
Se te traz o vento
nesse esquecimento
Ninguém vem em vão
Pouco vale o tempo
Nesse giro lento
Ninguém ama em vão
Corro, senão sufoco,
Desse estranho
que eu conheço muito bem
Nessa vida
Você vai sempre
Partir de alguém
Faça assim:
fica com essa eu pra você,
que eu faço outra eu pra mim.
Hoje eu acordei o dia.
Amanheci
necessitada de simplicidade.
Eu,
que ainda tão moça,
já tenho
desdém ao tempo,
digerido aos poucos
pelo querer demais,
que era ácido
e agora é suave,
(suspiro)
é festejo febril,
-um princípio de cura
em forma de lucidez.
Entristeço pra dentro,
mas a distância me manterá infinita
a cada dia.
Anda, amor,
Guarda aquela eu pra você,
que eu já fiz outra eu pra mim.
O verso acalma o peito
Que chora o amor desfeito
Da moça que esconde o pranto
Do triste desencanto
Eis-me aqui, pois, sufocada
De alegria abandonada
Inspiração que era outro dia
Virei dor em poesia
Esse abandonar singelo
Fez ruir nosso castelo
Que era sol e eternidade
Agora é areia e saudade.
Gosto de silêncio. Mas ainda não aprendi a lidar com o teu.
Quando for embora, deixa comigo alguma coisa de você.
Se for pra ir, deixa nem que seja a sua teimosia.
Aceito até aquelas promessas que você nunca cumpriu.
Deixa comigo ou pede pra alguém perguntar como foi o meu dia.
Se não puder deixar, manda pra mim a sua lembrança.
Manda, nem que seja pra eu não esquecer.
Mas manda.
Porque se aí a festa é boa, aqui é sempre pela metade.
Eu fico querendo escrever bem bonito pra ele, enquanto vejo o nosso amor crescer nos dois corações que ele escolheu pra florescer. Cresce lindo e vai afundando as raízes na terra adubada com ternura e felicidade. Lembro de quando ainda era semente, nossa pequena árvore. Hoje já dá flores no meio de seus galhos entrelaçados. Precisa ver que lindas são. Precisa ver o cheiro delas. Amor. Amor é o nome dela.
Pra dizer que te amo e que o dia nasceu lindo com você.
Felicidade é desembrulhar um amor novinho em folha
Ele cerveja, ela coca cola
Ele pontual, ela demora
Ele dança, ela tenta
Ele toca, ela canta
Ele forte, ela do bem
Ele ama, ela também.
É assim: um amor vai curando o outro e a poesia volta pra ver como ficou.
De todos os quereres,
o nosso é o mais delicado.
Urgente, agudo, tinto,
feito à mão com cuidado.
Nasceu torto, mas segue
insolente e empinado
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