Como se faz pra falar "Não Toque" em Braile?
Cadê o Michael??
26 de junho de 2009
Tá junto com o Elvis e o Sawyer, na ilha do Lost.
Agora vao saber se a bunda dele era branca ou preta.
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Aos 5.
17 de junho de 2009
Matheus já não me cabe nos braços
e escapa-me vez em quando,
embora medo do escuro, cama molhada
e rastro de suco em bigodes ausentes.
Em noites rompidas por sonhos ruins,
vem com seus pijamas já curtos,
joelhos puídos de foliar-se ao chão
e fica a olhar-me há uns palmos abaixo de mim.
Travesseiro a postos e beicinho armado,
segue parolando baixinho
a escalar-me o colo até cá se instalar,
e entrega-se ao sono com cafunés e historinhas.
Já calça o 31. Tá comprido que só vendo.
Não me deixa mais dar-lhe banho
mas ainda consigo esfregar-lhe as costas
e pentear seus cabelos que já vão aos ombros.
Quer ser roqueiro, por isso os cabelos compridos.
Acha que já está crescido,
mas ainda lhe escapam palavras erradas
por grandes janelas entre os dentes de leite.
Está a espigar-se, o meu menino;
tão rápido quanto me chegam os anos.
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sábio Jão do Beco.
7 de junho de 2009
-Essa vida é foda!
-Foda seria se fosse bom, e a gente até goza no final.
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Reminiscências de um Benjamin.
20 de maio de 2009
Era minha, esta menina.
A mais nova aquisição de Madame Zuma, era ainda moça donzela quando veio pra mim. Despia muitas formosuras , mas de nenhum homem sequer eu sabia em sua vida pregressa. Nem pecados tinha... não caberia em tão breve existir dos seus dezesseis. E eu, que nunca fui de descaminhos, vivia num sonho abrasado, na inteireza do tudo, ou do nada que era.
Sempre embriagada, esta menina.
Costumava ler para mim. Nua. Levantava-me os olhos negros, umedecia os lábios, sorria-me e prosseguia com seus dizeres lindamente sem rumo. Um descuido, e punha-se a cantarolar sozinha, distraída de mim. Transformava tudo em poema, até conversas desfiadas. Fazia graça com as palavras...
Era doce, esta menina.
Quando ela cravou as unhas na minha pele, foi com gentileza. Mas ardeu. Foi como me revirar do avesso e sentir um ar gelado rasgando as minhas entranhas. Sangrava uma alegria dolorida enquanto seu corpo saía do vestido num desembrulhar macio de prenda. Colo largo, seios imaculados e curvas eficientes...
Perdi-me muito tempo em seus encantos; a vi crescer em meus braços, contemplando seus amanheceres, que eram só meus.
Foi de menina à moça numa distração de segundos. E eu a cuidar-lhe os passos e a seguir-lhe o olhar curioso e desnudo que impelia por onde passava. Era perdê-la de vista, que já me punha a pensar em seu corpo noutros colos. Cerquei-a de vigília constante, finquei-lhe algemas ao peito e fui aos poucos asfixiando o que lhe restava de ar...
Sofria de desencanto, esta menina.
Saiu de mim a buscar por zêlo estrangeiro. Escorri lágrimas à sua pele já um tanto acostumada...
-Apieda-te de meus erros!
Mas havia ali um cansaço:
-Poupa-te o pranto, que me é desnecessário...
E se foi... sem marcar a volta. Ali mesmo eu fiquei, agarrado à porta, com as pernas rijas de sustentar a minha culpa.
Era minha, esta menina. Seguramente minha.
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É comprovado:
Quando dois corpos se atraem, são mais passíveis de morte de saudade.
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O meu peito aqui proclama, a saudade desta dama a quem dou meu poetar.
18 de maio de 2009
Eis que chega
esta menina,
que em meu leito é
peregrina, e
faz-me os gestos
deslumbrar.
Dança em mim,
o passo solto,
despe a roupa,
e nasce o corpo
que esconde
o borbulhar.
Em meu leito
abstinente,
faz-me amor
inconsequente
até, exausta,
culminar.
Há calor, há
novo viço,
todo o riso,
e o velho vício
do meu sono,
a demorar.
Recompondo
a vestimenta,
bem de longe
ela contempla
o meu leve
aconchegar.
Leves passos
na partida.
Mãos caladas,
estendidas,
campeando
o caminhar.
Vai-se embora
a dita moça.
Vou chorar pra
que ela ouça
a solidão
do meu amar.
Postado por Benjamin C. 0 comentários
Acalanto.
15 de abril de 2009
É o sossego de não mais tropeçar
nas lembranças amontoadas no chão,
e naquelas saudades tão doídas
espatifadas pelo meu caminho,
que me anoitece a cada dia.
O amor que morava apertado,
num espacinho entre nós dois,
agora já pode se espreguiçar.
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12 de abril de 2009
Agora anda, Rebeca, levanta, coloca logo esse coração pra funcionar... Seilá, passa um óleo, dá uma lustradinha, mas faz alguma coisa senão ele enferruja!
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amenidades
11 de abril de 2009
Melhor é quando o cara fala safadeza. esse papo de ‘fazer amor’ é coisa de bicha.
Hahaha a frase não é minha, mas ja ri muito lembrando dela hoje...
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10 de abril de 2009
As palavras me estão mancas...
(me demoro, mas nao falto.)
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so weit...
15 de março de 2009
meine leben,
warum sich entfernen müßen, was man so liebt? so ist es mir mit dir, dir mit mir... aba wären unser Herzen imer dicht an einander, hätte ich keins.ich bin ewig dein, du weißt...
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sopro.
2 de março de 2009
Cuidavam de um amor valente,
e de ternura tanta,
que o viam crescer destemido
na pressa dos dias urgentes,
que o tempo não soube esperar.
Os dois, juntos,
colheram tantos beijos
quanto puderam,
brincaram à vida breve,
e correram tanto
e tão rápido,
que esvoaçaram...
quais assim, tão pequeninos
num sopro leve de brisa,
que o outono trouxe
e a primavera levou.
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25 días.
10 de fevereiro de 2009
tratando de vivir, mi amor, tratando de vivir...
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dejavu.
28 de janeiro de 2009
Fui, voltei, e insisto:
eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudades.
(pra cada ida o seu motivo, em toda volta o mesmo medo.)
Postado por Rebeca Rezende 1 comentários
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