E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade. E eu tenho mais medo de esquecer, do que de sentir saudade...
Efêmero.
19 de setembro de 2008
Eras-me tão perto, e tão meu,
que tudo à nossa volta fez-se leve,
como a música que passeava
em torno das nossas horas vadias.
Eu poderia ficar ali pra sempre,
segurando o tempo e velando a tua alma,
numa dependência serena e nua
das nossas desimportâncias.
Fazia-me amor de calafrios,
em madrugadas bentas de lua.
E eu, a despir-me em desalinho
emaranhada nas inquietudes
dos teus carinhos desvairados.
Até repousares, exausto, em meu peito,
a morrer de tanto viver.
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your letter.
17 de setembro de 2008
Tell him I won't be long, I'll just look around a little...
Please, tell him that when he opens his eyes, I'll be here back again. I promisse.
And when you go to his hands, touch him with all the tenderness in the world...
Thank you, little letter.
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Vestígio.
12 de setembro de 2008
Ao menos o verso.
Foi o que ficou.
O resto... é o resto.
(um pouco mais de lágrima e não restaria nada.)
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Desassossego
4 de setembro de 2008
A vida me tirou pra dançar, e eu não estou muito acostumada com isso. A sorte é que nós duas somos desengonçadas. Não temos compromisso com ritmo, e nem medo de sermos julgadas por quem diz ser melhor dançarino do que nós. Dançamos porque é muito bom poder inventar coreografias juntas. Eu e a vida. A gente rodopia, dá cambalhota, e no fim, tem sempre alguém batendo palmas.
Escolher entrar na dança, significa abandonar os antigos passos que inventamos em outros salões. Porque estes já estão gastos, todos já aprenderam, e não há nada de interessante em ficar apenas repetindo os passos que já aprendemos.
E fazer esta escolha não foi fácil. Tive que assassinar algumas coisas, dentro e fora de mim.
Às vezes, eu queria que me embrulhassem em papel bolinha, só pra garantir que eu não vou sofrer nenhuma escoriação e que nenhuma queda será capaz que me arranhar. Mas eu não conseguiria andar direito. Por isso eu vou assim, sem proteção aparente. Nada pra atrapalhar.
Mas eu volto. Não eu, essa eu. Voltam as reformas de mim. Preciso alimentar minha alma com ares novos, e aí ela vai precisar de um corpo mais maduro, mais ereto, mais firme.Um corpo que saiba o que fazer com ela. Que entenda suas necessidades e que as atenda, sem medo.
Quanto medo eu tenho. Eu to doendo, sabe? Tenho uma angústia presa bem aqui no meu pescoço. É um sozinhamento ardido, mas tão meu, que ninguém é capaz de compreender.
E eu tenho mais medo de esquecer do que de sentir saudade.
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Revés.
29 de agosto de 2008
eu te amo eternamente... mas ultimamente, no fim do dia, eu não lembro nem mais seu nome.
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Quebrei.
22 de agosto de 2008
Seguinte: tá acontecendo um problema.
Vou ser bem sincera! Acho que eu perdi algum pedaço da minha massa cinzenta, ou sei lá que parte do meu cérebro, responsável pela capacidade de discutir sobre um assunto. É sério...
Sabe quado chega uma hora que seu par de olhos não é suficiente pra perceber o que tá acontecendo?? e nem as suas duas mãos, cheias de dedos, não dão conta de escrever nadinha do que passa na sua cabeça?
Eu juro que alguma coisa tá errada... será que algum fio soltou? sabe aquele que liga a cabeça nas mãos? Pois é. Tô achando que ele não ta no lugar.
Aguém aí sabe de algum lugar que concerta a gente???
Se souber, por favor, avisa!!! que isso tá me deixando um tanto agoniada...
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Urgência.
6 de agosto de 2008
Ah, versos perdidos!
Que idioma hei de inventar
pra que meu som não se desfaça?
Por onde estão a se esconder
as letras minhas, tão escassas?
O que hei de escrever agora,
se meu riso emudeceu
meu papel entristeceu
e no lugar que havia outrora
nenhuma letra aconteceu?
Vou dormir o quanto antes,
pra que o corpo não se canse,
a tristeza não me alcance,
nem partas tu, do lado meu.
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aviso:
4 de agosto de 2008
perdi a minha pena
hoje não tem poema.
favor não insistir.
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rotina.
30 de julho de 2008
Ela tinha alguns lugares na cidade que eram só dela. Mas que se tornaram dele também. Agora ela anda em outros cantos, porque os antigos continuaram sendo dele e dela, ainda que por teimosia da memória.
Combinaram, sem assinaturas, carimbos ou firma reconhecida, que a partir daquela hora teriam que procurar um novo refúgio. Era necessário que aprendessem, cada um do seu jeito, a viver sem flores na porta, sem colo no meio da noite, sem carinhos a toda hora ou passeios-surpresa depois do trabalho.
A partir daquele dia, cada um teria o seu próprio edredon, na sua própria cama, do seu próprio quarto.
Compreenderam também, que as manhãs de sábado não teriam mais bisnaguinha com requeijão na cama, comédia-romântica na tv, bagunça pelo quarto, ou hora-da-preguiça.
Acontece que, apesar de tudo estar diferente, ela ainda não tranca a porta, não dorme no meio da cama, não mudou o cd do carro e nem esvaziou a gaveta.
Aos poucos, ele vai levando as coisas dele, vai aprendendo que na agenda do celular existem outros números, e que na cidade há vários lugares novos pra ir.
Ficou combinado, então, que a vida teria que continuar. E ela prometeu, que a partir de hoje, colocaria em suas linhas, histórias sobre outras vidas, já que a dela já não está mais tão interessante, como no tempo em que podia amanhecer sem pressa.
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te olho nos olhos...
29 de julho de 2008
Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente.
(Ana Carolina)
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solidão.
26 de julho de 2008
Acordei dolorida, de tanto me revirar na cama, tentando consertar a alma que se entortou dentro de mim. só por hoje eu não quero mais brincar de me virar do avesso. tô cansada.
Talvez você seja o motivo da minha febre que não passa, do enjôo que me invade o corpo, da minha vertigem, minha boca salivando... e você nem desconfia.
Eu já não me contento com as suas visitas distantes. cansei de ser só sua, enquanto você me dividia com o seu ir e vir desordenado. cansei de ser sua mulher, enquanto você era só o meu dono.
A casa agora é fria. e vazia. e eu tenho um medo inexplicável de não saber viver sem você, apesar de.
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Sequei.
22 de julho de 2008
todas as palavras boas estão pálidas de exaustão. flores. lua. olhos. lábios. eu gostaria de escrever como se a literatura nunca tivesse existido. mas eu não consigo.
(victor shklovsky)
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a grande verdade.
16 de julho de 2008
Embora não o compreenda muitas vezes,
eu e o mundo fomos forçados a sermos um do outro.
...pro resto da vida.
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Hei de amar-te.
14 de julho de 2008
Eu hei de amar-te
de qualquer lugar mundo,
ainda que me tenhas distante.
Eu hei de amar-te,
desde o princípio de tudo,
até o último instante.
Eu hei de amar-te,
no silêncio merecido,
ou na saliva restante.
Hei de amar-te
sempre, e enquanto
em cada verso do meu canto,
houver ainda tanto amor.
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